Aventuras em viagem – Sair da zona de conforto (parte 2)

Olá novamente! Grata por estares aqui. Como prometido, aqui estou de novo a pegar no post anterior, convidando-te a continuares comigo esta viagem pelas aventuras na Tailândia e todos os ensinamentos que ela me trouxe. Uma viagem, longa ou mais curta, tem esse dom especial de nos trazer muitos ensinamentos. É só ficarmos atentos!

Meditar “no agora”

No dia do nosso aniversário de casamento, decidimos celebra-lo de forma diferente. Fomos visitar um templo budista (Tiger Cave Temple), onde dizem que após subirmos 1.237 degraus até ao topo, podemos desfrutar de uma vista magnifica sobre quase todo o território. A subida não é fácil e há muitos que desistem a meio. O calor é imenso, à medida que se sobe ainda mais, as pernas fraquejam e a coragem também. Olhar para trás não ajuda muito, principalmente quando se olha para cima e ainda falta imenso. Ali, durante aquela subida reaprendi uma excelente lição em forma de meditação: O momento presente é o que mais importa. Não importa o que ficou para trás, pois já passou. Não importa o que ainda está para vir, pois não sei o que lá está. Cada degrau é o que realmente importa. Cada degrau subido é uma vitória.

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O momento (degrau) presente é o que mais importa. ☆

Chega um momento em que olhar para baixo faz aflição, devido à altura imensa e olhar para cima dá vontade de desistir, pois ainda falta muito para chegar ao topo. Alguns (muitos!) degraus são difíceis de subir, pois são muito altos e só com a ajuda do corrimão se consegue passar ao seguinte. Pelo caminho vão ficando desistentes. E a pergunta começa a ecoar cá dentro: será que consigo? Vamos-nos apoiando uns aos outros durante a subida, estimulando, encorajando. Sendo um ponto turístico, há mais como nós. Não muitos, confesso. Mas chegando lá acima, é uma verdadeira bênção. A vista é mesmo deslumbrante! E a brisa que se faz sentir, é uma verdadeira bênção, juntamente com as várias imagens douradas de Buda (umas mesmo gigantes! – como é que terão ido lá parar acima?…) que lá se encontram, com pequenos altares.

A descida é outro processo. Devido ao esforço acompanhado do calor, as pernas tremem e olha que não é de emoção! Já cá em baixo, fomos encaminhados ao templo onde somos recebidos por um monge, que num pequeno ritual de bênçãos nos oferece também uma pulseira a cada um. Cada nó da pulseira contém uma oração e bênção. Como mulher, não estou autorizada a que o monge me coloque a pulseira no pulso, e sou então encaminhada para uma freira, que termina o procedimento, oferecendo-me ainda uma pulseira para dar a cada um dos meus filhos. Foi um momento muito, muito especial, ao qual estou muito agradecida.

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Quando saímos da nossa zona de conforto, encontramos situações que podem ser complicadas de digerir, mas as maravilhas que descobrimos, ah essas compensam tudo o resto.☆

Atrever a fazer diferente, para crescer

Sendo esta uma viagem de laser e celebração, foi um dos momentos mais maravilhosos da minha vida. Foi um enorme sair da minha zona de conforto, em variadíssimos aspectos. Desde o afastar-me da minha cria mais nova e confiar que outros também sabem tomar bem conta dela, da duração da viagem ao jet-lag, à alimentação e à cultura, aos contratempos que passámos e que ainda hoje nos rimos com isso (sim, ficaram algumas situações por contar), aos episódios “National Geographic” com que fomos presenteados, foi todo um expandir de consciência e crescimento pessoal.

Ao nos confrontarmos com os nossos medos, olhando-os de frente, temos sempre a hipótese de fugir, virar costas e voltar para o ninho – ficando na nossa zona de conforto. Mas, se optarmos por olha-los de frente e os experimentarmos de uma perspectiva diferente, tentando perceber qual é a aprendizagem ali contida, criamos a oportunidade de ultrapassar aquele obstáculo, crescendo, evoluindo. E isso é tão bom!

A Tailândia é um país lindo, com uma cultura riquíssima, pessoas de uma delicadeza e gentileza imensa e uma beleza natural apaixonante. Ali, muito aprendi sobre mim e ficou a vontade de lá voltar para descobrir mais. O meu marido, que não queria de todo ir à Asia, ficou também com vontade de lá voltar, pois este destino revelou-se uma bela surpresa.

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Aprender e desfrutar com prazer é uma bênção, que agradeço.

Agradeço a possibilidade de ter feito esta viagem fantástica e de ela se ter revelado uma fonte de aprendizagem imensa.

E tu? O que fazes para saíres da tua zona de conforto? Experimentas novos desafios, novos projectos, estabeleces objectivos diferentes? Uma vez ouvi uma grande mestre e amiga dizer que, uma vez por ano devíamos experimentar fazer algo “grande” para o nosso crescimento, e desenvolvimento pessoal. Algo que nos faça sair da nossa zona de conforto. Quando nos atrevemos a fazer algo que nunca tínhamos feito antes, pode nem sempre ser fácil de início, mas uma coisa eu tenho a certeza: vale a pena!

“Kop-khun-kha” (agradeço em tailandês). Agradeço a tua presença e desejo-te excelentes resultados em novos desafios.

Teresa

Imagens: @teresasalgueiro70

2 thoughts on “Aventuras em viagem – Sair da zona de conforto (parte 2)

  1. Ainda bem que adoraram! Eu sinto um grande bem estar interior quando estou na Ásia! Mas sim, sai-se da zona de conforto, principalmente com os bichos…. Sugiro já outro destino : Bali!
    E concordo plenamente contigo! É um desafio sair da nossa zona de conforto. É a descoberta e aquele orgulho no final, no bom sentido, de que fomos capazes!

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