Defeito ou D(ivino)_efeito?

No outro dia, finalmente consegui ir ver o filme “Bohemian Rhapsody”! (Yuuuhuuuu!)

Apesar da hora tardíssima da sessão, de o filme já estar em exibição há imenso tempo, a sala estava cheia (!) e eu consegui manter-me bem acordada o tempo todo (raridade!!). “Bohemian Rhapsody” é uma verdadeira maravilha e um tributo imenso a uma pessoa excelente em variadíssimos aspectos. Freddy Mercury foi um verdadeiro Rei em todo o seu esplendor! À sua essência e a todos os “Freddys” que há no mundo, eu dedico este post.

O mundo dos artistas sempre foi um mundo especial, ao qual nem todos se atrevem. Não me refiro somente à música, mas à arte em toda a sua larga extensão. E quando menciono “atrevem”, refiro-me a atrever por inteiro, de coração e alma a 100%. Para se fazer a diferença, e deixar uma marca no tempo e na história, é preciso muita coragem e muita força interior, para mostrar ao mundo, que venha o que vier é a sua verdadeira essência, é o seu verdadeiro querer, a sua mais crua e pura originalidade, que se mostra na integra e fica para todo o sempre.

Quantos de nós, seres humanos “comuns”, nascem como o Freddy Mercury, em meios menos favoráveis? Em famílias que não os compreendem, nem tão pouco os tentam entender? Com “defeitos” de nascença que fazem com que as cabeças se virem à sua passagem, que dedos lhes sejam apontados, e que comentários (por vezes, ou muitas vezes mesmo!) maldosos sejam suscitados sobre a sua pessoa?

Se viste o filme, de certo sabes isto tudo. Mas o que eu quero realçar neste post é a capacidade que cada um de nós tem, de fazer esta pequena grande alquimia interior! Acredito que já tenhas olhado em determinado momento para ti e pensado “eu não consigo”, “eu não tenho capacidade”, ou “eu não me atrevo”. Certo? Eu sim! Várias vezes deixei de fazer coisas que queria, por medos, por vergonhas, e por vezes ainda caio nessa tentação… E olha que “sair da casca” é sempre doloroso. Não te vou contar a parábola da transformação da lagarta em borboleta, vou só lembrar-te do TEU processo de nascimento.

Lembras-te como foi, ou o que sentiste quando nasceste? Claro que não! Normalmente só contam a parte “dolorosa” do parto, em que a mulher dá à luz a criança. Mas o feto também passa por uma fase dolorosa antes de nascer, com todos aqueles apertões provocados pelas contracções e a consequente mudança de ambiente após o nascimento. É toda uma adaptação a uma nova realidade. A da vida! E TU estás aqui, “vivinh@ da silva” a ler este post (grata!). Então, é porque conseguiste ultrapassar aquela primeira barreira de dificuldades e dor. Foi a tua primeira alquimia de vida! Viva!!!

Alquimia de vida

Quando faço alusão à alquimia, inspiro-me no processo “místico” da transformação do chumbo em ouro. Sendo que a alquimia é tão simplesmente a transformação de algo, em outra coisa diferente. Por agora, peço que te foques no processo chumbo/ouro.

O meu pai faleceu há dois anos e qualquer coisa, mas a sua sabedoria continua a inspirar-me. Ele dizia que “se Deus te marcou é porque algum defeito te encontrou.” Pegando nesta frase, e acreditando que Deus quer o melhor para nós e ama-nos profunda e divinamente, como seres especiais que somos, esse “defeito” só pode ser um “D_ Efeito”, ou seja um D de Divino Efeito! Então, no caso de haver um defeito em ti (já vamos aprofundar esta questão), ele é a tua marca divina, é o teu Efeito Divino que quer ser utilizado para que ao fazeres a tua alquimia interior, manifestes a tua verdadeira essência ao mundo e brilhes com ela.

Que “defeito” te impede de____

Voltando à questão do “defeito”, e de o teres ou não: Os defeitos não são sempre necessariamente algo grande que te impeça, ou te faça sentir impedid@ de fazeres algo. Por vezes são coisas simples e com pouco significado, mas que de alguma forma ou de outra, houve alguém que em determinado momento da tua vida (repetidas vezes) te fez senti-lo como algo limitativo, e, por conseguinte, limitou as capacidades de te expressares naturalmente, transformando-o em algo com bastante significado e peso. Estas limitações, chamemos-lhes assim, são como testes à nossa capacidade de criarmos uma realidade diferente e ultrapassarmos as dificuldades, transformando-as em algo a nosso favor.

No caso do Freddy Mercury, os seus dentes foram na época considerados feios, mas fizeram toda a diferença na sua capacidade excelente de cantar. A sua forma rara de constituição bucal, permitiu que tivesse uma amplitude vocal enorme. E ele sabia isso! Em vez de recorrer a um dentista para que os endireitasse, e fizesse com que a sua boca passasse a fazer parte dos padrões estéticos de beleza perfeita, transformou essa diferença no seu poder pessoal, juntamente com uma capacidade criativa de génio, que nunca deixou que fosse calada, ultrapassando qualquer padrão limitativo, que pudesse surgir na sua vida. Brilhante, não é?

Quantas vezes nos sentimos diferentes, e ao tentarmos pertencer a determinados padrões ditados pela sociedade, perdemos toda a nossa riqueza e poder pessoal, abandonando a nossa característica única, especial, para ficarmos iguais aos outros? Ao perdermos a nossa originalidade, ficamos iguais ao resto daquilo que nos rodeia e em vez de fazermos a diferença e deixarmos a nossa marca no mundo, criando a possibilidade de gerar evolução, dissolvemos-nos no meio da sociedade.

Pega nesse teu “d_efeito”, seja ele genético, adquirido, físico, emocional, ou outro e transforma-o em algo a teu favor. Não deixes que ele te domine, ou te apague na sociedade e no mundo. Permite-te a fazeres a tua alquimia interior!

Faz do teu Divino Efeito um poder pessoal e com ele co cria a tua vida de forma diferente, plena de valor próprio. Ergue-te! Abre as tuas asas e atreve-te a fazer a tua estrela interior brilhar mais forte, iluminando os que te rodeiam e inspirando outros a fazerem o mesmo. Tu foste feit@ para brilhar! Então…, Brilha!!!

No mundo, sempre houve personalidades que se destacaram de uma forma ou de outra, pela sua diferença, trazendo a evolução. Que elas sejam as tuas “musas” e te inspirem naqueles momentos menos fáceis, a dares a volta por cima e fazeres melhor.

Agradeço a tua presença e desejo-te um dia resplandecente.

Teresa

Gratidão pela imagem:

Alguém disse em tempos que esta música não ia resultar…, que não iria ter sucesso… É, não é? enJOY!!! 🙂

5 thoughts on “Defeito ou D(ivino)_efeito?

  1. Uau! Realmente o filme Bohemian Rhapsody nos trás uma motivação que só quem assistiu sabe oque ele nos transmite, alem das belas e maravilhosas musicas do Queen, vem de lambuja um ensinamento para nós. Não ouvir os julgamentos dos outros, mas sim ouvir a voz interior de nossos corações, a qual ira fazer nosso dia a dia brilhar e cativar as pessoa que tentam nós colocar no cativeiro.
    Perfeito texto! Partilho dos mesmos pensamentos #D_efeito

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