Bullying Verbal – qual o meu papel?

Este post ainda vem envolto na energia das palavras do post anterior, mas visto de uma perspectiva diferente. Sendo as palavras uma das nossas formas mais comuns de comunicar, seja verbal ou escrita é sem dúvida uma fonte imensa de abordagem à energia e à forma como a transmitimos, seja para nós mesmos (em forma de pensamento), seja para os outros através da escrita, ou na versão oral.

Muitas vezes partilho aqui contigo situações que experienciei e que de alguma forma fazem sentido o ensinamento que veio através delas, e que me ajudou a ver a vida de uma outra perspectiva.

No outro dia encostei o carro à berma da estrada, enquanto esperava a chegada dos meus familiares. Deixei a via livre para que outro carro pudesse passar sem impedimentos. E aproveitei aquele momento para responder a uma mensagem que tinha recebido de uma amiga. Amiga esta, que nessa manhã tinha recebido a feliz e maravilhosa notícia de que o nódulo que tem não é cancerígeno, e ao partilharmos juntas este momento lindo, fizemos mais tarde alguma troca de mensagens de alegria e agradecimento mútuo.

Estava eu nesta onda de felicidade imensa e gratidão, quando me apercebo de algumas apitadelas de carros, pois tinha-se gerado uma fila devido ao estacionamento de um segundo carro, que esse sim, impedia que outros carros passassem. Lembro-me de no momento pensar que eu tinha “estacionado” bem, e que o outro carro devia estar quase a sair e a deixar a passagem desimpedida. Continuei a escrever o resto da mensagem.

Palavras em forma de ataque

Assim num piscar de olhos, sinto um carro parado ao meu lado e dele saiu um chorrilho de asneiras num perfeito bullying verbal, que deveria ser-me dirigido.

Não faço ideia qual seria o problema, ou transtorno que a senhora (*) que iniciou este processo de bullying teria na sua vida. Uma coisa eu tenho a certeza: aquela onda de energia agressiva, nem de perto, nem de longe era para mim! No momento, a minha escolha foi focar-me na alegria que eu sentia e vivê-la em pleno.

(*) Sei que era uma senhora pela sua voz, pois nem sequer me virei para a olhar.

Quando alguém nos “ataca” verbalmente, é porque existe algo interno nessa pessoa, que a leva a despejar a sua energia tóxica para cima de nós. É o chamado bullying verbal. Há um desequilíbrio energético no abusador, que necessita de procurar alguém que faça o papel de vítima e alimente a sua necessidade de despejar o que está a mais em si, numa outra pessoa, criando a sensação ilusória de bem-estar em si próprio.

Esta situação é-te familiar? Já assististe ou passaste por algo idêntico? De certo que já; seja no papel de abusador, ou no de vítima. Todos nós já o experienciámos, em ambos(!).

Como lidar com o conflito

A questão que eu quero fazer elevar neste post, é que quando estamos no papel de “vítima”, temos a escolha total de nos afastarmos dessa onda que não nos pertence. É nossa opção alimentarmos ou bloquearmos a situação.

Quando alimentamos, entramos na onda energética tóxica da outra pessoa, e amb@s sabemos que ninguém sai bem dessa situação, pois ela não leva a lado nenhum, a não ser a uma baixa energética enorme em nós. Discutimos, argumentamos e o nível de boa educação baixa a pique, mostrando o lado sombra de cada um.

Quando a bloqueamos, é como criarmos um escudo protector à nossa volta, que nos protege dessa invasão, mantendo a nossa energia em níveis saudáveis e positivos. Nestas situações de confronto e sempre que possível, devemos evitar o contacto físico, ou o contacto visual com a outra pessoa. Nestes momentos, há uma onda energética demasiado carregada que quer penetrar o nosso campo energético, e que só por si é suficiente para nos deixar em desequilíbrio.

Antes de tomares qualquer opção, verifica dentro de ti se fizeste algo de errado, se prejudicaste alguém com uma atitude tua. Caso a resposta seja afirmativa, tens sempre a hipótese de resolver o conflito, ou o erro num outro momento em que os ânimos estejam mais calmos entre ambas as partes. Quando a energia está ao rubro, ninguém tem capacidade de ter clareza e discernimento para a resolver de forma correcta.

Ignorar é escolheres a calma e a harmonia

Se a resposta for negativa e estiveres em paz contigo, nada como te manteres na tua calma interior e ignorares a invasão alheia.

Mesmo que a segunda seja a tua resposta, após ter terminado a “onda invasora” dá umas valentes respiradas! Respira fundo várias vezes. Solta através do sopro forte qualquer resto de toxicidade que sintas que tenha ficado dentro de ti. Sacode os teus cabelos. Sacode o teu corpo e retoma a tua energia positiva.

Quando nos dirigem algo que não ressoa em nós, não nos pertence ou não é verdadeiro, o melhor que temos a fazer é não ligar. É não responder. Ao ignorarmos o “ataque” estamos a desencorajar o “atacante”. Quando respondemos e entramos naquela de “baixaria” mútua, alimentamos e damos força ao outro, criando espaço para que a situação se manifeste novamente.

Desta situação que vivi, retirei a lição de que eu sou a única responsável por manter os meus níveis de alegria bem em cima, bem lá no alto, independentemente daquilo que me rodeia. É minha responsabilidade escolher o que é melhor para mim, sempre!

Ao cultivar a minha paz interior, eu aumento o meu nível energético atraindo positividade.

Agradeço a tua presença e desejo-te muita força e muita coragem para manteres os teus níveis energéticos sempre bem elevados.

Teresa

Gratidão pela imagem: Pirod4D @pixabay

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