New York, New York!

Há uns dias atrás regressei de uma viagem a Nova York. Foi uma viagem de férias em versão familiar reduzida (só fomos 3 de 6), mas como toda e qualquer viagem que se faça, a nossa bagagem regressa sempre mais cheia do que quando foi, seja por motivos materiais ou emocionais.

Nova York sempre foi uma cidade que me despertou curiosidade. Não necessariamente uma vontade imensa de ir, mas mais aquela curiosidade por ser uma cidade tão diferente daquela onde vivo. Fizemos um voo directo de 8 horas e dou graças a Deus pela minha filhota de quase 3 anos ter sido uma princesa 6 estrelas. Portou-se de forma fantástica! Aliás, portou-se de forma fantástica toda a viagem. É claro que teve direito às suas crises emocionais (só em tom de apontamento), mais por motivo de jet lag do que outra coisa. Aliás, eu própria acabei por me encontrar em modo “rabugenta” à custa do jet lag… É que isto de estar mais de 24 horas acordada não é fácil (tenho imensa dificuldade em dormir durante um voo, pois fui abençoada com umas pernas compridas e o avião é um meio de transporte demasiado tranquilo – não embala…).

Ficámos num hotel no centro de Manhattan, perto de Times Square e como seria de esperar, mal chegámos fomos para lá directos. Uauuu…. Tanta gente! Tanta luz! Tanta animação! Como era final de dia, as luzes ganhavam ainda maior impacto. Foi tal o registo que eu nem conseguia arranjar palavras para o descrever. Só mesmo vários “Uauuu!”.

Durante a estadia fizemos de tudo um pouco e andámos imenso a pé. A nossa filosofia em viagens é andar a pé. Consideramos que é assim que se conhece a cidade e se toma contacto directo com a população e a cultura locais. Nova York é sem dúvida a cidade que nunca dorme. Tudo pulsa, tudo vibra seja qual for a hora do dia. De noite, nem mesmo as buzinas param, nem mesmo as sirenes da polícia abrandam. E por falar em polícia…, credo… (!!!) não imaginas o barulho que fazem (polícia e bombeiros) quando passam. É um barulho em tamanho XXL! Estou a lembrar-me de quando fui a Viena (Áustria) ter assistido à chegada de uma ambulância para socorrer uma emergência em plena rua; chegou sem fazer o mínimo barulho, sem “ti-nó-nis”, nada! Em NY… foi o oposto. Neste pequeno exemplo de atitude tomamos consciência da forma de ser e estar que cada cidade tem. Tudo se revela em pequenos pormenores.

Claro que também fomos ao Central Park! Como não haveríamos de ir? E fomos várias vezes! Houve um dia que o fizemos de uma ponta à outra!!! Tem tanto para mostrar… tantas maravilhas que se encontram por lá, umas mais despercebidas aos olhos de quem vai mais distraído. É um verdadeiro pulmão da cidade! Ali podes recuperar energias e revitalizar-te. É como se estivesses num outro mundo, numa outra dimensão…. Fiquei apaixonada pela forma como as pessoas criam tempo para estarem uns com os outros no meio da semana e no meio de tanto verde, seja em forma de pic-nic, prática de desporto ou simplesmente laser com ou sem crianças.

Apaixonante é também a forma como os edifícios se elevam para o céu e como o reflectem nas suas superfícies imensas e vidradas. Ali tudo é imenso e continua em movimento ascendente (refiro-me aos edifícios). No verdadeiro sentido da palavra, eles sim “arranham os céus”! No meio destes gigantes de vidro, encontramos muitas pérolas da arquitectura que se mantêm firmes fazendo lembrar a Europa, numa união harmoniosa de arquitecturas.

Na alimentação é fantástico constatar que há uma forte preocupação com a nutrição, pois há imensos locais com versões vegetarianas à disposição e os supermercados têm um vasto leque de oferta de alimentação saudável incluindo a vegetariana/vegan. Fiquei fã do Whole Food Market! É uma maravilha de supermercado desde a alimentação, às flores e aos cuidados do corpo. Não me vou alargar mais neste assunto, pois se me “desse corda” acho que só por ele dava um Post inteiro neste Blog (eheheheh). Talvez numa próxima eu fale sobre alimentação e inclua o Whole Food. Quem sabe?…. 😉 Fico a desejar ardentemente que estes supermercados cheguem a Portugal!!!

Um dos pontos mais fortes desta viagem, foi muito provavelmente a nossa ida a Harlem no domingo de manhã com a forte intenção de participarmos numa celebração gospel. Tivemos alguma dificuldade em lá chegar de transportes públicos. Fosse qual fosse o motivo ou a raiz dele, esta materializou-se em falta de informação correta por parte das pessoas a quem nos dirigimos nos transportes e também na execução de trabalhos de melhoramento na linha de metro que serve a zona. Mas chegámos! Com chuva e tudo! E entrámos no “The Greater Refuge Temple” onde fomos muito carinhosamente acolhidos, já a cerimónia tinha iniciado. Fiquei completamente arrebatada pela intensidade energética daquele coro e daquele local. Se eu já tinha assistido a concertos de gospel, o participar numa cerimónia… foi de todo uma experiência tão intensa com a qual eu não contava, nem tão pouco poderia imaginar. Aquelas pessoas vivem de corpo e alma o louvor a Deus e a celebração da vida e seus milagres. E cantam e vibram com todo o seu corpo físico, energético e espiritual. É o ser-se TODO! O dar-se TODO! E de uma forma tão verdadeira… tão natural. E sabes que mais? A cerimónia teve a duração não de 1 hora, mas de 3 horas (e era uma celebração normalíssima!) Durante a celebração, a Clarinha também fez questão de participar, dançando e batendo palmas. Só cedeu muito perto do fim, onde adormeceu e perdeu a chucha. Um senhor ao ver a minha preocupação, não desistiu enquanto não a encontrou e me devolveu. Gratidão a ele! Numa celebração gospel não há como ficar apático e não participar nela. A vibração, a energia é de tal modo elevada que é tremendamente difícil não participar. Quando te dás conta, estás envolvid@ também, como se tivesses sido apanhad@ na onda de uma magia, mas uma magia amorosa. Da homilia ficou-me uma frase do pastor: “Uma igreja onde eu não tenha de estar quiet@. Onde eu possa levantar os meus braços e sentir Jesus com todo o meu corpo, cantando e dançando, louvando-O”. Esta frase define e resume toda a essência do gospel. Não é lindo? Não deveria ser tudo assim? Amei! Harlem é sobretudo um local onde tu olhas para as pessoas e percebes que elas têm um semblante feliz, que lá no fundo estão bem com o que têm e isso é fantástico!

E Nova York é assim mesmo, enreda-te, absorve-te, faz-te fazer parte dela sem tu te dares conta. Dei conta disso mesmo, quando após uma semana consegui manter uma alimentação vegetariana tive uma vontade enorme de comer um hambúrguer (com bacon e tudo!…) e de fazer compras…(!) Enfim, qualquer lugar do mundo para onde quer que viajes, se te permitires viver no meio dos locais, quando te dás conta, és um deles. É a magia da vida! Dar e receber. Fazer parte. Estar presente. Viver. Viver!

“If I can make it there

I’ll make it anywhere

It’s up to you

New York, New York.”    (Frank Sinatra)

Grata pela tua leitura. Desejo-te um dia maravilhoso!

Até breve,

Teresa

Imagem: @teresasalgueiro70 (Bryant Park/NYC)

4 thoughts on “New York, New York!

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